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Tardes Culturais 2018

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tardes culturais 2019

Monografias 2019

1. ANÁLISE DE RELATÓRIOS DE SUSTENTABILIDADE COM ÊNFASE NA GRI E SUA RELAÇÃO COM OS ODS: UM FOCO NAS EMPRESAS BRASILEIRAS DO RAMO DE BENS DE CONSUMO E ENERGIA
Autora: ANA CLARA CANCELO DA CRUZ
A ampliação do conceito de eficiência no ambiente empresarial faz com que, para ser considerada sustentável, a empresa não deixa de lado seu objetivo primordial que é a geração de lucro, porém a mesma passa a considerar os impactos de suas atividades, tanto no meio ambiente quanto no meio social que a cerca, desempenhando e investindo em ações para minimizar esses impactos de maneira eficiente. Com isso, estão sendo publicados os chamados relatórios de sustentabilidade, dando às empresas a oportunidade de comunicar a todas as suas partes interessadas sobre seus progressos e suas estratégias em questões econômicas, sociais e ambientais. Essa prática tem impacto direto na Agenda 2030, por meio dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), que visam atingir metas para um mundo mais sustentável. Quanto à elaboração desses relatórios, os mesmos podem seguir as diretrizes de diversos modelos metodológicos, dentre eles, o Global Reporting Initiative (GRI), sendo a versão Standard a mais recente. Diante do exposto, considerando a importância desses relatórios, tanto para o planejamento estratégico da empresa, como para se alcançar um desenvolvimento econômico mais sustentável, o objetivo geral do trabalho foi analisar quais as informações ambientais são divulgadas nos relatórios de sustentabilidade das empresas brasileiras do ramo de energia e bens de consumo, que utilizam o modelo GRI na versão Standard, apontando quais as suas relações com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A metodologia consistiu na análise dos relatórios de sustentabilidade de 14 empresas brasileiras, mais especificamente dos ramos de energia e bens de consumo, averiguando se as empresas possuem informações ou não sobre os indicadores ambientais que estão presentes no modelo GRI. Os resultados mostram que as empresas enfatizam nos relatórios as informações que têm mais relação com os programas e projetos de cunho ambiental que as mesmas desenvolvem, focando ainda na sua área de atuação. No geral, observa-se que os graus de aderência dos relatórios ao modelo GRI em ambos os ramos de empresas apresentam percentuais próximos, com 41% para as empresas de bens de consumo e 43% para as empresas de energia. Isso significa que mais da metade dos indicadores propostos não possuem informações nos relatórios. As causas desses baixos graus de aderência podem ser justificadas pela adoção recente do modelo GRI e sua versão Standard e pela complexidade e difícil obtenção de alguns indicadores. Embora seja observado um baixo grau de aderência por parte das empresas, as mesmas desenvolvem projetos e ações nas áreas ambientais, e certamente possuem outras informações diferentes das sugeridas no modelo GRI, e que poderiam ser utilizadas para produzir outros indicadores. Quanto aos ODS, observou-se que o ODS 12, “Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis”, é o objetivo mais relacionado com os indicadores ambientais do modelo GRI, sendo observados também relações com os ODS 6 (Água Limpa e Saneamento) e 15 (Vida Terrestre). Assim, ressalta-se a importância que as empresas possuem no alcance das metas da Agenda 2030, pois possuem papel essencial para atingir as metas propostas pelo ODS e contribuir com o desenvolvimento sustentável.
Palavras-chave: Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Relatório de Sustentabilidade. Indicadores Ambientais. Global Reporting Initiative. Desenvolvimento Sustentável.

 

2. PROPOSTA METODOLÓGICA PARA DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL TURÍSTICO: APLICAÇÃO NO ARRAIAL DO SANA (MACAÉ/RJ)
Autor: DANIEL GOMES DA COSTA
O Diagnóstico Socioambiental reúne informações disponíveis sobre a região e promove a elaboração de análises que permite visualizar problemas e potencialidades, avaliar políticas públicas e discutir alternativas. A falta de indicadores socioambientais no Brasil tem sido um dos desafios para a implementação de políticas públicas. Diante deste contexto, o objetivo deste trabalho foi apresentar uma proposta metodológica de ferramenta de suporte para a construção de diagnóstico socioambiental em localidades envolvidas com o turismo, a partir do exemplo empírico feito no Arraial do Sana, RJ. Foram utilizadas a pesquisa documental, a pesquisa bibliográfica e a pesquisa de campo, envolvendo a aplicação de questionários e a realização de entrevistas a fim de identificar os conflitos socioambientais, como subsídios para identificar as potencialidades e dificuldades de implementar um diagnóstico. Houve dificuldades para encontrar dados socioambientais oficiais dentro da escala desejada. Foram constatadas a deficiência na atuação do poder público municipal e a falta de participação da comunidade na luta pelos seus direitos. Os conflitos socioambientais identificados foram relacionados ao uso e acesso aos recursos naturais do território. Como contribuição final, o estudo apresenta um conjunto mínimo de indicadores relacionados à infraestrutura urbana e turística, ao perfil da população e ao do turista e à disponibilidade dos serviços públicos, que poderão auxiliar a elaboração de estudos sobre o turismo.
Palavras-chave: Diagnóstico socioambiental. Indicadores socioambientais. Turismo.

3. ANÁLISE ESPAÇO-TEMPORAL DO USO E COBERTURA DA TERRA NO PARQUE ESTADUAL DA PEDRA BRANCA E PARQUE NACIONAL DA TIJUCA, RIO DE JANEIRO/ RJ
Autor: RAMON HENRIQUE CARVALHO COUTO
O Estado do Rio de Janeiro comporta uma das áreas urbanas mais densamente habitadas do país. Apenas seu município abriga 6,7 milhões de habitantes, correspondendo 39% de o todo o Estado. O Município do Rio de Janeiro apresenta ainda três maciços: Maciço da Tijuca, Maciço da Pedra Branca e Maciço do Gericinó, os quais protegem a maior parcela do bioma Mata Atlântica dentro do Município. O presente trabalho efetuou uma comparação do uso e ocupação da terra no Parque Nacional da Tijuca e o Parque Estadual da Pedra Banca dentro de um intervalo de tempo de 10 anos, através de técnicas de processamento de imagens e análises espaciais. Para isso foram adquiridas imagens do satélite Landsat7 e Landsat8 nos anos de 2008 e 2018, respectivamente. As análises foram realizadas por classificação digital não supervisionada, reconhecendo os padrões criados a partir de classes definidas como: Zona Florestal, Construção Antrópica, Área aberta, Pastagem e Campo. Como resultados obtidos, o Parque Nacional da Tijuca teve sua área aberta de 2.505 km² em 2008, para 2.546 km² em 2018, ocupando de 6,33% para 6,43% da unidade. As zonas florestais com 37,05 km² em 2008, para 37,009 km² em 2018, ocupando de 93,6% a 93,5%. As construções antrópicas se mantiveram com os mesmos percentuais. O Parque Estadual da Pedra Branca detinha 0,39 km² de construções antrópicas, equivalente a 0,31% de toda a sua área, passando para 0,99 km² e ocupando 0,79% em 2018. Os campos, pastos e áreas abertas, passaram de 26,40 km² em 2008 e para 19,45 km² em 2018, equivalendo a 21,13% e 15,57% respectivamente. Zonas florestais obtiveram um aumento considerável, de 98,15 km² para 104,50 km², de 2008 à 2018, passando de 78,56% de área ocupada, para 83,64%. Conclui-se que em 10 anos, as zonas florestais no Parque estadual da Pedra Branca tiveram um aumento, paralelo à diminuição de campos, pastos e áreas abertas, o que expõe eficácia nas estratégias de monitoramento e investimento ambiental na área, ao contrário do Parque Nacional da Tijuca, que obteve um decréscimo de sua zona florestal e aumento dos campos, pastos e áreas abertas, sendo necessário, portanto, maiores atividades de fiscalização.

4. ALTERAÇÕES NA LINHA DE COSTA E ORLA MARÍTIMA DA PRAIA DE ITACURUÇÁ (MANGARATIBA-RJ) ENTRE 2002 E 2019
Autora: RAYANE ROMÃO SAAD ABUDE
A zona costeira é uma área de usos múltiplos localizada entre continente e oceano. Sua densidade demográfica é intensa, demonstrando o litoral como fator estruturante da formação do território brasileiro. Praias arenosas estão entre os ecossistemas costeiros mais bem conhecidos e são sistemas altamente dinâmicos. A linha de costa, que pode ser definida como a faixa variável de transição entre terra e mar, está sujeita a alterações em sua posição como resultado de atividades humanas. Em alguns pontos da praia de Itacuruçá, distrito de Mangaratiba (RJ), tem sido observado o recuo da linha de costa e redução da faixa de areia. Essa faixa de transição é componente da Orla Marítima, o arranjo territorial de interação continente-oceano que engloba áreas que apresentam maior demanda por intervenções para disciplinar o uso do território e evitar ou mitigar impactos sobre os ambientes costeiros. O objetivo geral deste estudo é analisar as alterações na linha de costa e na Orla Marítima da praia de Itacuruçá (Mangaratiba – RJ) ocorridas entre 2002 e 2019. Testou-se a hipótese de que existem evidências de temporais de erosão na praia de Itacuruçá. Também se avaliou o uso da Orla Marítima da região. A partir de técnicas de geoprocessamento, foram analisadas imagens de satélite contemplando a região estudada. A posição da linha de costa entre os anos variou perceptivelmente, diferindo entre setores da praia. Foram observadas diferenças significativas (p-valor<0,05) entre as distâncias de retrogradação (avanço em direção ao mar) e progradação (recuo) da linha de costa, caracterizando perda de sedimento. O deslocamento médio da linha de costa em direção ao continente foi de 18,7 metros, já em direção ao mar, 8,58 metros. A perda de sedimento é um indicativo de processo erosivo. A proporção de construções na Orla Marítima aumentou entre os anos amostrados, com alteração mais expressiva no setor Oeste da praia (aumento de 9.586 m²), variando significativamente dos demais. O setor da Orla Marítima com maior área alterada antropicamente coincide com a porção da praia que apresenta as maiores evidências de erosão. O deslocamento da linha de costa depende de muitos fatores, mas os resultados indicam que pode haver alguma relação entre transformações antrópicas na Orla Marítima e o deslocamento da linha de costa nesta praia da costa verde fluminense.

5. MURO PARA QUEM? AS INTENCIONALIDADES DO DISCURSO DA PROTEÇÃO AMBIENTAL CONCRETIZADAS NOS ECOLIMITES DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO
Autor: THÁCIO HENRIQUE’S FERNANDES POMBO DE ALMEIDA
A morfologia urbana e o crescimento populacional da cidade do Rio de Janeiro, historicamente, foram transformados e ressignificados a partir de diversos processos, tais como as intervenções governamentais feitas mediante instrumentos a serviço do planejamento urbano e do ordenamento territorial, a exemplo das políticas públicas. Essas intervenções, salvo raríssimas exceções, sempre estiveram relacionadas à limitação, contenção e/ou remoção das áreas periféricas da cidade, especialmente as favelas, tendo como pano de fundo a defesa dos interesses econômicos de grandes agentes capitalistas. Dentro desse contexto, em 2001, a grande mídia noticiou o surgimento de um novo projeto direcionado especificamente para as favelas do Rio: o Ecolimites, cujo objetivo principal era o de frear a expansão horizontal desordenada das mesmas sobre áreas de proteção ambiental a partir da instalação de delimitadores físicos nessas áreas, como cabos de aço e muros. E é a partir dos conflitos, debates e questionamentos sobre essa proposta que surge o presente projeto de pesquisa, tendo como intuito analisar criticamente a implementação dos Ecolimites-2009 em 13 favelas das zonas Sul e Oeste do Rio, entendendo suas motivações, analisando os pronunciamentos oficiais, apontando as intencionalidades e contradições presentes nessas justificativas e avaliando se, à luz dos dados oficiais, as favelas cresceram desordenadamente como apontam os defensores do projeto. Para tanto, foi feita uma análise quali-quantitativa sobre o tema, utilizando-se de discussões teóricas e também da compilação e análise de dados, entre 1999 e 2010, relativos à variação horizontal da área ocupada (m²), crescimento populacional, crescimento domiciliar e transformação do uso do solo, tanto das favelas quanto dos bairros em que estão inseridas. Os resultados obtidos apontam que o crescimento das favelas contempladas pelo Ecolimites está bastante aquém do que o discurso em defesa do projeto aponta, inclusive com regressão nos dados analisados, além de as taxas de variação das áreas de favela serem semelhantes às dos bairros em que estão inseridas. Estas análises levam à reflexão de que o projeto Ecolimites não encontra embasamento nos dados oficiais, e, portanto, tem outros objetivos que não a proteção ambiental da Mata Atlântica. Em outras palavras, o que se defende é que a construção dos ecolimites está travestido de preocupação ambiental, porém, está associado a outros interesses, como os econômicos. O trabalho propõe como alternativa para se lidar com a questão habitacional e ambiental do Rio uma maior participação dos atores sociais em projetos que os afetem, tanto na discussão, planejamento, elaboração e implementação de políticas públicas, participação essa resumida no conceito de “autonomia” e que visa uma maior justiça social. Há ainda possibilidade de aprofundamento no tema, tais como a investigação do porquê de ter havido uma diminuição nas ações do Ecolimites a partir de 2009. Finalmente, conclui-se que as diversas propostas de ecolimites anunciadas ao longo do século XXI, e, em especial, o projeto de 2009, são ilegais, inconstitucionais e não encontram embasamento nos dados oficiais disponíveis, devendo, portanto, ter sua existência questionada.
Palavras-chave: Ecolimites. Favelas. Rio de Janeiro. Expansão territorial horizontal. Variação demográfica. Variação domiciliar.

 

1º Workshop ENCE e o Mercado de Trabalho

A ENCE tem o prazer de convidar para o 1º Workshop ENCE e o Mercado de Trabalho que ocorrerá nos
dias 12, 13 e 14 de novembro. O objetivo do evento é trazer as experiências do mercado de trabalho para
a discussão de assuntos relacionados à Estatística, proporcionando um ambiente de interação entre
discentes e empresas.

Durante o evento será oferecido um minicurso de excel no dia 13/11/2019 de 13:30 às 16:00 hs.

Os alunos que quiserem participar do minicurso deverão se inscrever na secretaria do 4º andar na segunda feira (11/11/2019) de 14 às 18 horas. As vagas são limitadas!

As demais palestras não precisam de inscrição.

Para informações sobre a programação, clique aqui.

3ª Semana de Iniciação Científica

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Processo Seletivo 2020

Resultados

icopdf Instruções aos aprovados

icopdf Lista de aprovados para o Mestrado

icopdf Lista de aprovados para o Doutorado

 

Horário das entrevistas 

icopdfEntrevistas 

 

Resultado - 1ª e 2ª fases do Processo Seletivo

1ª fase -  icopdf Lista de candidatos aprovados

2ª fase -  icopdf  Lista de candidatos aprovados

Informe: As entrevistas serão realizadas no dia 02 de dezembro. Em breve, o horário definido para cada candidato será publicado nesta página. 

 

Edital do Processo seletivo para as turmas de 2020

O edital do processo seletivo da Pós-graduação em População, Território e Estatísticas Públicas, para turmas de Mestrado e Doutorado com início em 2020, encontra-se divulgado abaixo. Leia atentamente o edital e qualquer dúvida entre em contato por e-mail ou telefone. 


Retificação do Edital da Turma 2020

 
   

Edital da Turma 2020

 

 
 Os candidatos que desejem fazer a entrevista no mesmo dia das provas escritas devem informar no campo "Outras informações" da ficha de inscrição.

Folder2020

   

Calendário

Inscrições: 19 de agosto a 04 de outubro de 2019

Inscrições: 19 de agosto a 11 de outubro de 2019

Atenção: Os candidatos que enviarem sua documentação via Correios devem enviar um e-mail para  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.  informando a data da postagem e a documentação digitalizada.

Provas escritas: 18 de outubro de 2019

Resultado da 1ª e 2ª fases: 18 de novembro de 2019

Entrevistas: 02 e 03 de dezembro de 2019

Resultado final: 10 de dezembro de 2019

Pré-Matrícula (on-line): 16 e 17 de dezembro de 2019

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Cartaz2020

INFORMAÇÕES

Os interessados poderão obter informações complementares na Secretaria da GRC (sala 105) ou na Secretaria da Coordenação de Pós-Graduação (sala 109) da Escola Nacional de Ciências Estatísticas.

Endereço:        Rua André Cavalcanti, 106 
                      Bairro de Fátima – Rio de Janeiro – RJ 
                      CEP 20231-050

Telefones:       (21) 2142-4690 ou (21) 2142-4696

Email:               O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Endereço: Rua André Cavalcanti, 106 - Bairro de Fátima - CEP 20231-050 - Rio de Janeiro